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DIFERENÇAS ENTRE RGB E CMYK

Conheça as diferenças entre cores RGB e CMYK

Quando você vai montar um material impresso é normal surgir uma dúvida: qual padrão devo utilizar, RGB ou CMYK?

Os padrões de cores RGB e CMYK são utilizados em design de projetos, para criar materiais gráficos, publicidade impressa, web design e outras milhares de opções.

A sigla RGB corresponde a três cores: Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul). Este é o tipo de padrão para monitores de computador e televisão em geral. O RGB também é utilizado em impressoras Fine Art.

Como esse tipo de padrão gera uma maior variedade de cores, as impressoras de fine art são configuradas para trabalharem nele.

Já a sigla CMYK é referente as inicias das cores Cian (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto). O padrão de cores primárias faz ilimitadas cores. É mais usado para impressoras domésticas e com a técnica offset.

Em função dessa diferença de padrão de cor, é que uma imagem vista no computador apresenta alteração de tonalidade de cores de uma que for impressa. Alguns programas de imagem, como o Corel Draw, incorporam filtros aos materiais, tentando mostrar no monitor a cor exata como o material será impresso.

Por isso, ao criar um material de impressão, é importante ter em mente qual o padrão de cor será utilizado para impressão. Escolhendo o padrão de cor certo, o material será impresso como está sendo visto no monitor. O profissional de design deve ficar bastante atento a esses detalhes.

RGB e CMYK: essa disputa é certa?

O padrão RGB é apropriado para dispositivos digitais, enquanto o CMYK para materiais impressos. Vale observar que cada padrão possui a sua própria finalidade, o que mostra que não é necessária uma disputa entre eles. Mas é importante que você saiba bem suas características.

Cada padrão de cor possui seu princípio de representação. Os matizes RGB podem ser chamados de aditivos e as do CMYK de subtrativos. Isso porque os monitores digitais emitem luz e o papel absorve.

Em uma tela, você inicia em uma escuridão e ao adicionar a luz começa a obter as cores desejadas. Essa ação visa descrever a função dos três números: definir a quantidade de luz transmitida a partir dos pixels para cada um dos pigmentos (vermelho, verde e azul). E isso explica porque 0, 0, 0 (nenhuma luz emitida) é o preto e 255, 255, 255 é branco.

No entanto em materiais de papel ocorre o oposto. Você inicia o projeto em uma base branca, como uma folha. As tintas ciano, magenta, amarela e preta servem como filtros que absorvem diferentes espectros da luz branca que é refletida pelo papel. Como você aprendeu nas aulas de física, os espectros azuis, vermelhos, roxos, verdes e amarelos formam uma luz branca. Quando alguns deles estão ausentes, a luz muda de cor.

As porcentagens no modelo CMYK definem o que e quanto desses espectros serão absorvidos e que cor atingirá o olho humano. É por isso que 0%, 0%, 0%, 0% significa que não há tinta e nenhuma luz será absorvida, e 100%, 100%, 100%, 100% significa a aplicação máxima de tinta e, consequentemente, máxima absorção de luz, resultando no preto puro.

A conversão entre RGB e CMYK

As diferentes capacidades de coloração dos dois modelos originam uma inconveniência para profissionais como designers e fotógrafos. Como mencionado, o RGB suporta mais de 16 milhões de combinações, enquanto o CMYK não pode representar todas elas.

Quando as imagens são visualizadas em seu computador ou são produzidas em um software, você as vê no padrão RGB, dando a impressão de que tudo está normal. Algumas cores presentes no RGB não podem ser alcançadas pelo CMYK.

Por isso, podemos perceber algumas diferenças como, por exemplo, o azul RGB pode ser visto como um roxo no padrão CMYK. O vermelho escuro lembra o marrom.

Lembramos que as cores CMYK que você vê em um computador não são exatamente as CMYK, mas uma simulação aproximada, pois você a está visualizando por um display.

Em impressões caseiras, não existe problema se as cores não forem fiéis as que estavam no computador. No entanto, se o material for algo mais profissional, deve se exigir que ele tenha a fidelidade das cores, por isso, deve-se recorrer a impressoras profissionais.

Quando uma gráfica recebe um arquivo em RGB, a maioria delas fará a impressão em CMYK sem autorização do cliente, porque as impressoras profissionais não funcionam em RGB.

Para que não ocorra a confusão de arquivo ou, até mesmo, a alteração de cores do seu projeto, a maioria dos atuais softwares gráficos fazem a visualização do material em CMYK. Assim você terá uma real amostra de como ficará o seu material impresso.

Assim, caso tenha necessidade, você poderá analisar as diferenças e fazer as alterações necessárias antes de converter o arquivo de RGB para CMYK.

Imprimindo um material com a cor certa

Para que a sua peça gráfica saia como o esperado, a imagem deve ser configurada inicialmente com o padrão RGB ou CMYK. A mudança de configuração no meio ou final do projeto pode fazer com que o seu material sofra alterações de cor.

Por isso, fique atento ao padrão de configuração de cor do seu projeto antes de iniciá-lo para não prejudicar a qualidade de cores dele.

Outros tipos de padrões de cores

Engana-se quem pensa que só existe os padrões de cores CMYK e o RGB. Além deles, há também o Pantone. Com esse tipo de padrão, ao invés de um certo número de cores primárias que serão combinadas para gerar outras, há uma tinta para cada cor que será usada na impressão.

O Pantone garante que a cor impressa saia igual a vista no mostruário. A desvantagem é que nesse tipo de padrão não existe a possibilidade de usar muitas cores diferentes em um mesmo impresso, pois é necessário usar uma tinta para cada cor.

Vale lembrar que para um material impresso, quanto mais cores forem utilizadas na peça, maior será o custo para a impressão.

Agora que você já sabe as principais diferenças entre os padrões de cores RGB e CMYK, fique atento ao iniciar um projeto para não errar na cor.

E se precisar de uma gráfica, já sabe, conte conosco!

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